"De todas as flores que colhemos nos campos, a Amizade é o único sentimento que os ventos podem soprar, mas, suas pétalas jamais cairão" - by Bia Cogan
"Há muito tempo atrás, em uma
terra há muito esquecida, em uma era de destruição e caos, existiu um bravo
guerreiro destinado a caminhar na escuridão. Seu rosto marcado pelo cansaço
trazia consigo a tristeza da solidão. Seus pés, já acostumados com aquela
trilha tortuosa, continuavam o levando sempre adiante, sem vacilar. Não havia
calor, não existia o frio, não se escutava barulho, porém não havia silêncio.
Era uma sensação indescritível andar por aquela trilha. O guerreiro sequer era
capaz de lembrar quem o havia sentenciado àquele destino. Ele simplesmente
caminhava... Sempre em frente... Sempre sozinho.
Em certo ponto, o guerreiro foi
surpreendido por um brilho dourado ao horizonte. Uma luz que parecia pulsar no
mesmo ritmo de seu coração. Intrigado com aquele acontecimento repentino, ele
abandonou sua trilha e partiu em direção ao brilho que estava ficando cada vez
mais forte... Rumo ao desconhecido. O guerreiro acreditou que havia encontrado
um tesouro que, assim como ele, estivera perdido ali durante todo esse tempo. Porém,
não havia fortuna alguma, o brilho vinha de um pequenino objeto no chão. O
guerreiro abaixou-se e observou atentamente o que se tratava uma pequena rosa
dourada, dentro uma redoma de vidro.
O objeto era tão pequeno que
fez com que as mãos do guerreiro se tornassem gigantes; e de uma aparência tão
frágil que parecia que se racharia ao mais leve toque. E naquele momento, como
se a própria flor tivesse falado com seu coração, o guerreiro sentiu uma enorme
necessidade de proteger aquele seu novo amuleto. Dessa forma, ele voltou à
mesma trilha, rumo ao mesmo destino, porém com um brilho novo em seu coração e
de posse de um frágil objeto que ele, carinhosamente, chamou de amizade.
Ele já não estava mais sozinho
e, confiante e orgulhoso, ele não percebeu que algumas criaturas se reuniam na
escuridão, elas sussurravam palavras que ele não conseguia compreender, faziam
planos que ele sequer sonhava em descobrir. E, assim, atraídos por aquele
brilho invejável, as criaturas da escuridão prepararam a primeira emboscada.
Uma a uma, as criaturas cercaram o guerreiro, até que este caiu, a amizade
rolou de suas mãos e as criaturas tomaram posse dela.
O guerreiro ficou jogado no
chão observando a sua nova amiga sendo levada pra longe, seus gritos eram tão
fracos que já não eram ouvidos. E, assim, essa foi a primeira vez em que ele
realmente entendeu o verdadeiro significado da solidão.
Sentindo como se tivesse
perdido uma parte de si, o guerreiro olhou na direção de onde as criaturas
haviam desaparecido, e pela segunda vez, tomou coragem e saiu de sua trilha disposto
a recuperar aquilo que lhe proporcionara o melhor sentimento desde que fora
sentenciado a vagar por ali. O guerreiro correu o mais rápido que pôde, até que
encontrou as criaturas reunidas em volta da amizade. Elas pareciam cegas pelo
seu brilho; conforme se aproximava, ele percebeu que as criaturas não
conseguiam ouví-lo. E, de um único salto, o guerreiro surgiu no meio das
criaturas e lutou corajosamente contra todas elas, até que finalmente conseguiu
recuperar a amizade.
Dessa vez ele estava
diferente, pois sabia o que poderia perder. Assim, ele guardou a amizade o mais
próximo possível de seu peito, assim ninguém poderia roubá-la, seu brilho foi
encoberto por sua armadura, assim ninguém poderia invejá-la. E disposto a não
ser incomodado, ele abandonou de vez a sua trilha e jurou que estaria sempre ao
lado da amizade e que nada jamais iria separá-los novamente.
O guerreiro andou, andou e
andou... Havia um brilho diferente no ar, mas ele, cego pela maravilhosa
sensação de ter um propósito em sua vida, não percebeu que aquele brilho estava
cada vez mais potente. Logo, a escuridão havia sido deixada pra trás e, somente
quando um brilho tão forte e caloroso quanto o nascer do sol em uma manhã de
verão, é que ele percebeu que já não estava nas trevas.
Então ele olhou para cima,
olhou para os lados e olhou para o chão. O guerreiro estava cercado por uma
infinidade de flores semelhantes aquela que ele, gentilmente carregava em seu
peito. Ele parou por um momento, sem entender ao certo o que estava
acontecendo. E tirou a sua flor de dentro de sua armadura. O guerreiro tentou
virar as costas e voltar à escuridão, mas a flor parecia presa no ar e não se
moveu.
Então o guerreiro, pela
primeira vez, sentiu medo da escuridão, ele sabia que precisava voltar, mas não
tinha certeza se conseguiria lidar com seus monstros sozinho. Toda aquela luz e
todo aquele brilho eram demais para deixar de lado. Mas não havia o que ser
feito. Com o coração sangrando por dentro, o guerreiro se sentiu abandonado
pela amizade e retornou à sua trilha em direção às sombras. Porém, o que ele
não percebeu foi que, mesmo distante da amizade, ele ainda brilhava, e conforme
andava ele ia diminuindo cada vez mais; até que, do tamanho de uma flor e
brilhando mais do que nunca, o guerreiro não pôde mais se mover.
Então ele percebeu e entendeu
que havia sido tocado profundamente pela amizade, e que mesmo que ela não
estivesse mais presente, ele a carregaria para sempre em seu coração. A amizade
havia mudado sua vida, tocado seu coração e lhe dado as melhores lembranças de
sua vida, e mesmo separados, ele sabia que estariam juntos para sempre. E então
ele se sentiu abençoado, então ele sorriu por dentro como há muito não fazia, e
então ele se sentiu inspirado a levar a luz de sua amizade para outras
criaturas das sombras. Pois ele havia conquistado o maior bem de sua vida, e,
depois daquele encontro, o guerreiro sabia perfeitamente bem que sua vida
jamais seria a mesma.
Não muito distante dali, uma
donzela caminhava com muito medo, ela havia entrado naquela trilha escura por
engano, e, obrigada a confrontar seus medos, ela se desesperou, até que um
brilho chamou sua atenção. A donzela correu em direção ao brilho e encontrou
uma pequena flor dourada cercada por algumas partes de uma gasta armadura,
então ela recolheu a e a abraçou calorosamente. O guerreiro finalmente entendeu
o seu propósito e os dois sorriram juntos por estarem novamente compartilhando
o calor da amizade."
* * *
E então o adeus
by Gotthard
Há coisas que deveriam ser fáceis de dizer
Quando você sabe que ama alguém
Enquanto espero o momento chegar
Outro dia se foi
Medos estúpidos que mantenho aqui dentro
Que só o céu sabe
Eles me assustam toda vez
Que Encaro aquelas simples palavras
E então, despedidas na esquina
E então, despedidas que não duram um dia
Estou com medo do tempo passar
E eu vejo você ir embora
Há despedidas que ninguém se importa
E outras tão dificeis de encarar
Estou aqui tentando cantar essa canção pra você
Pelas palavras que eu preciso dizer
Eu aprendi minha lição uma vez
Pensei que tivesse aprendido duas vezes
E eu sei como é ruim a sensação por dentro
Quando não consigo me decidir
Palavras sem sentido, noites sem dormir
e minha vida esta desabando
me diga Deus por que demora tanto
pra deixar meu coração falar
E então, despedidas na esquina
E então, despedidas que não duram um dia
Estou com medo do tempo passar
E eu vejo você ir embora
Há despedidas que ninguem se importa
Outras tão dificeis de encarar
Estou aqui tentando cantar essa canção pra você
Por que é hora de eu dizer
Eu te amo