sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Leitura do mês de fevereiro -> "A arte de ser normal":

Não somos todos diferentes?
Ano: 2015 / Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores
Por: Lisa Williamson

Esse mês o livro escolhido foi "A arte de ser normal" de Lisa Williamson. Eu comprei este livro para dar de presente no dia dos namorados (graças à indicação de um amigo). E demorei praticamente um ano para começar a ler. Vamos à história:

Aqui temos a história contada por dois protagonistas que são o oposto um do outro:

De um lado temos David Piper, que requenta uma boa escola, mora em um bairro bom, tem família e amigos. David é uma menina presa no corpo de um menino. E tal como todo adolescente diferente na sua fase de descobertas, ele sofre bullying na escola por conta de sua aparência e da forma que se porta. Contudo, conforme acompanhamos durante a leitura, David parece mais envolto em suas questões pessoais (como as mudanças que acontecem em seu corpo) do que com os dramas paralelos que o cercam em seu dia a dia.

Do outro lado temo Leo Denton, um adolescente que mora em um bairro mais distante e que, por conta de seus dramas pessoais, acabou sendo transferido para a mesma escola de David. Leo é calado, não tem amigos e deixa bem claro que não tem a intenção de ter; sua vida é repleta de drama familiar, seu pai o abandonou quando era criança, sua mãe não é capaz de manter um relacionamento e dessa forma ele acabou desenvolvendo essa personalidade mais na defensiva.

A história dos dois muda quando, devido a determinado evento, o caminho dos dois acaba se esbarrando. Desta forma, vamos pouco a pouco conhecendo um pouco da vida dos dois, assim como seus medos, segredos, desejos e ambições.

A trama é bem leve, os diálogos e situações enfrentadas pelos personagens não são tão complexos quanto à realidade de uma pessoa trans. Contudo o positivismo e a inocência (Principalmente do David) me fizeram sorrir em certos momentos. E achei essa leveza um aspecto positivo da história. 

De qualquer forma a história só evolui depois da metade, achei o início um pouco arrastado. Certas situações óbvias foram sendo guardadas em segredo por tempo demais, o que acabou deixando uma sensação de repetição em certas situações. Mas depois que a bomba explode, a história melhora e segue um ritmo empolgante. 

Meu último parágrafo não fez sentido, mas tenho certeza de que o leitor vai saber do que falo quando começar a leitura.

Essa é uma história de descobertas, amizades, família, segredos que me fez viajar em um universo totalmente novo para mim; e, mais ainda, me fez questionar a maneira como o mundo se posiciona a respeito dos transexuais. 

Recomendo!

Nota: ★★★✩✩

Obs.: Essa é uma opinião pessoal.
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