segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Leitura de Janeiro:

 

A Biblioteca da Meia Noite
by Matt Haig

A Biblioteca da Meia-Noite tinha tudo para ser um livro que me marcaria mais. A ideia de uma biblioteca entre a vida e a morte, onde cada livro representa uma versão diferente da vida que poderíamos ter vivido, é realmente interessante e prende logo no começo. Dá vontade de continuar lendo para descobrir até onde essa premissa vai.

Conforme a leitura avança, porém, o encanto vai diminuindo um pouco. As reflexões sobre escolhas, arrependimentos e felicidade começam a ficar muito explicadas, quase didáticas demais. Em vários momentos, tive a sensação de estar lendo uma espécie de autoajuda disfarçada de romance, com mensagens bem diretas sobre aceitar a própria vida e parar de idealizar caminhos que não foram seguidos.

A escrita é simples e flui fácil, o que torna o livro rápido de ler, mas também faz com que tudo pareça um pouco superficial. Os personagens secundários não me marcaram muito e parecem existir mais para reforçar as lições do livro do que para acrescentar profundidade à história. Além disso, as diferentes vidas vividas pela Nora acabam seguindo um padrão parecido, o que deixa a leitura previsível depois de um tempo.

Ainda assim, entendo por que tanta gente gosta desse livro. Ele é confortável, leve e pode funcionar bem para quem está em um momento mais sensível ou cheio de dúvidas sobre a própria vida. Para mim, ficou a sensação de que a ideia era ótima, mas poderia ter sido explorada de forma mais sutil e profunda.

No fim, foi uma leitura ok, que não me desagradou, mas também não me marcou tanto quanto eu esperava.

Nota: ★★⭑⭑⭑

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