quarta-feira, 4 de junho de 2025

Leitura de Junho:

 

Pedra Papel Tesoura
by Alice Feeney

Li Pedra, Papel, Tesoura com bastante expectativa já que é um livro bem comentado nas redes sociais. E o livro realmente não decepciona. É um thriller que prende, mas sem forçar a barra.

A trama acompanha Adam e Amelia, um casal que tenta salvar o casamento indo passar uns dias numa capela isolada na Escócia, após Amelia vencer um misterioso concurso em seu local de trabalho. Só que, claro, o clima romântico dura pouco. Aos poucos, a gente percebe que essa viagem esconde muitos segredos e mágoas mal resolvidas.

Os dois personagens são muito bem construídos: Adam é um cara fechado, difícil de lidar, e Amelia parece aquela pessoa que tenta manter tudo em pé, mas está cheia de inseguranças. Eles são falhos, reais, e isso deixa a relação entre eles complexa e interessante - e desconfortável, às vezes.

As revelações no final podem não causar aquele choque de cair da cadeira…  Mas são bem amarradas, fazem sentido dentro da história, e, mesmo sendo previsível, deixa aquele gostinho de satisfação, como se tudo estivesse no lugar certo.

O que mais me pegou foi como o livro mostra os pequenos detalhes que fazem (ou destroem) um relacionamento. Fiquei pensando: será que eles realmente se amavam ou só estavam presos um ao outro, meio obcecados, incapazes de se libertar desse vínculo tóxico entre eles?

Se tem um ponto fraco, na minha opinião, é a ambientação. Senti falta de um pouco mais de vida nas descrições dos lugares. A ambientação na Escócia tinha tudo para ser mais marcante… mas ficou meio apagada. Aquele cenário frio e isolado poderia ter intensificado ainda mais a atmosfera da história.

No geral, é um livro que recomendo. É bem escrito, envolvente e ainda faz a gente refletir sobre os limites entre amor e obsessão.

Nota: ★★★⭑⭑

sábado, 24 de maio de 2025

Leitura de Maio:

O Massacre da Família Hope
by Riley Sager

"O Massacre da Família Hope" é um thriller que impressiona menos pelos grandes choques e mais pela maneira como constrói, com paciência e precisão, uma atmosfera opressiva que acompanha o leitor do começo ao fim. O que mais chama a atenção não é tanto a violência do massacre em si, mas o cenário onde ele aconteceu: a mansão isolada, à beira de um penhasco prestes a ruir, quase um personagem à parte na narrativa. A fragilidade física da casa, com suas rachaduras, rangidos e a constante ameaça do abismo, reflete perfeitamente o desgaste emocional e moral que ronda a família Hope.

A escrita é direta, objetiva, sem recorrer a exageros ou descrições excessivamente gráficas, o que torna a leitura fluida e ao mesmo tempo incômoda, no bom sentido — como se estivéssemos sempre pisando em chão instável, assim como os personagens. As descrições da mansão são particularmente bem feitas: não são longas, mas muito eficazes em transmitir a sensação de decadência iminente e isolamento, que acaba sendo o tom dominante do livro.

A estrutura da narrativa, intercalando passado e presente, ajuda a construir a tensão aos poucos, sem pressa, mas também sem enrolação. Cada capítulo adiciona uma peça ao quebra-cabeça, e mesmo quando a trama parece se encaminhar para uma conclusão previsível, a força da ambientação mantém o interesse.

O final não aposta em um grande choque ou reviravolta, mas em uma resolução coerente com tudo que foi apresentado. Acho que única coisa que me incomodou, e isso é uma opinião pessoal, foi a quantidade de reviravoltas que o final nos apresentou. Muitos personagens revelando ser aquilo que a gente não imaginava.

Em resumo, "O Massacre da Família Hope" é uma leitura envolvente, especialmente para quem aprecia histórias em que o cenário pesa tanto quanto a trama. A mansão, à beira do colapso, é uma metáfora poderosa para os segredos e fragilidades humanas que o livro explora.

Nota: ★★★★⭑

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Leitura de Abril:

 

Desenhos Ocultos
by Jason Rekulak

Desenhos Ocultos me chamou a atenção logo de cara. A capa chamativa, as ilustrações misteriosas, uma sinopse que prometia um bom suspense e enigmas sobrenaturais; tudo isso me deixou bastante curioso. Admito que fui com expectativas altas para essa leitura.

A história gira em torno da Mallory Quinn, uma jovem tentando reconstruir a vida depois de passar por problemas sérios com drogas. Ela arruma um trabalho como babá do pequeno Teddy, em uma casa que, à primeira vista, parece comum. Mas, com o tempo, Mallory começa a perceber algo estranho: os desenhos que Teddy faz vão ficando cada vez mais perturbadores, como se escondessem pistas de algo sombrio envolvendo a casa e seu passado.

Confesso que, apesar da premissa interessante, a leitura acabou não funcionando pra mim. A trama seguiu um caminho muito previsível, sem grandes surpresas ou momentos de verdadeiro impacto. A atmosfera, que eu esperava que fosse densa e envolvente, acabou se perdendo no meio de clichês típicos de histórias sobre fantasmas.

Depois de um tempo, ler o livro virou quase uma tarefa. Em vez de criar mais suspense, as "revelações" só me fizeram ter certeza do que já estava imaginando sobre o final.

No fim, a sensação que ficou foi a mesma de quando a gente escolhe, meio sem pensar, um filme de terror qualquer no streaming: começa empolgado, esperando por bons sustos, mas termina com aquela história esquecível que some da cabeça assim que os créditos aparecem.

Desenhos Ocultos tinha potencial, sem dúvida. Mas acabou entregando menos do que prometia, preso em uma narrativa que não arrisca e se apoia demais em fórmulas batidas.

Nota: ★⭑⭑⭑⭑


sexta-feira, 28 de março de 2025

Leitura de Março.2:

 

Suicidas
by Raphael Montes

Quando peguei Suicidas para ler, achei que o começo fosse me fazer desistir. A história demora um pouco para engrenar, e eu quase deixei de lado — mas, quando finalmente peguei no tranco, não consegui mais parar. Em três dias, já tinha virado a última página, misturando fascínio com um certo desconforto.  

O livro tem uma narrativa que te arrasta, mesmo quando você quase quer se soltar dela. Tem horas que a trama parece se repetir ou andar em círculos, mas, de repente, algo acontece e você fica grudado de novo, querendo saber como tudo vai acabar. Só que, cá entre nós, não foi tão difícil adivinhar alguns dos segredos antes da hora. Já na metade, eu tinha desconfiado de certas reviravoltas, e isso me deixou com um pé atrás na hora do desfecho.  

Mas o que realmente me marcou foram as cenas que me fizeram torcer o rosto de tão intensas. Tem momentos que você quase quer fechar o livro e respirar fundo — mas aí vem aquela coceira de saber o que vem depois, e você segue em frente, mesmo com o estômago embrulhado. Raphael Montes não facilita: ele joga na nossa cara um suspense pesado, com críticas sociais afiadas e um terror psicológico que fica na cabeça.  

Se você curte histórias que mexem com os nervos e não tem medo de se sentir um pouco mal no processo, Suicidas pode ser sua próxima leitura. Só aviso: não é pra qualquer um... É uma leitura bem pesada. Tem gente que vai odiar, tem gente que vai amar, e tem gente (como eu) que vai ficar ali no meio, pensando “não sei se gostei, mas com certeza não vou esquecer tão cedo”.

Nota: ★★★⭑⭑

quinta-feira, 6 de março de 2025

Leitura de Março:

 

Verity
by Colleen Hoover

Verity, da Colleen Hoover, é um daqueles livros que a gente começa a ler e simplesmente não consegue parar. Sério, ele te agarra desde as primeiras páginas e só solta no final! A narrativa é tão envolvente que você fica grudado, querendo saber o que vai acontecer a cada capítulo.

A história gira em torno da Lowen Ashleigh, uma escritora que é chamada para terminar uma série de livros de Verity Crawford, uma autora super famosa que, depois de um acidente, não pode mais escrever. Quando Lowen se muda para a casa da família Crawford para mergulhar nos manuscritos de Verity, ela acaba encontrando uma autobiografia secreta e perturbadora, cheia de segredos que vão te deixar de queixo caído.

O que mais me conquistou em Verity foi que a linha entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, é explorada de um jeito que te deixa com aquele frio na espinha. A escrita dela é emocional e fluida, o que torna a leitura ainda mais viciante.

Ah, e o final? É daqueles que te deixa com um nó na garganta e um monte de perguntas na cabeça. A ambiguidade que a Hoover deixa de propósito é genial e te faz refletir e questionar tudo o que você leu. Depois que acabei o livro, fiquei um bom tempo pensando na história.

Resumindo, Verity é um livro cheio de suspense, emoção e reviravoltas que você nunca vai ver chegando. Se você curte livros que te deixam com aquela sensação de "caramba, preciso conversar sobre isso com alguém!", esse é pra você. Recomendo!

Nota: ★★★★⭑

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Leitura de Fevereiro.3:

 

A Empregada está de olho
by Freida McFadden

A Empregada Está de Olho é o terceiro livro da saga de Millie, a empregada que conquistou os leitores nos livros anteriores. 

A história avança no tempo, e Millie agora está casada, com dois filhos, e se muda para um bairro aparentemente seguro. 

Porém, logo no início, coisas estranhas acontecem, criando um clima de suspense.  

Comparado aos anteriores, o livro não me impactou tanto assim. A estrutura da narrativa segue exatamente a mesma e a gente segue na leitura já esperando o plot que, com certeza, vai aparecer. 

A trama parece menos original e mais previsível, com um plot principal que tenta surpreender, mas falta complexidade. 

Apesar disso, a escrita da autora continua fluida e envolvente, com personagens bem construídos, especialmente Millie, que mantém sua ambiguidade característica.  

No geral, é um thriller decente, mas não me surpreendeu tanto quanto os demais. A trama principal é menos impactante, e as sub-tramas parecem demais. Ainda assim, a qualidade da escrita salva a obra.

Nota: ★★★⭑⭑

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Leitura de Fevereiro.2:

 

O Segredo da Empregada
by Freida McFadden

Freida McFadden retorna com O Segredo da Empregada, uma sequência que mantém a estrutura narrativa bem semelhante a do primeiro livro, mas com uma escrita que demonstra uma evolução da autora.

A trama é direta, sem rodeios, e nos conduz por um caminho que, embora previsível em alguns momentos, termina em um desfecho satisfatório. A autora consegue manter o ritmo da história, o que torna a leitura fluida e envolvente, cumprindo o papel principal de entreter.

Os personagens, embora bem apresentados, não recebem um desenvolvimento profundo ou revelações impactantes que mudem significativamente a percepção que tínhamos deles na primeira parte. Eles servem mais como peças que movimentam a trama adiante, sem grandes surpresas adicionais.

No entanto, fica a sensação de que essa continuação talvez não fosse estritamente necessária. A história poderia ter sido encerrada no primeiro livro, ou até mesmo transformada em um novo início, com uma nova franquia e personagens diferentes.

Apesar disso, O Segredo da Empregada é uma leitura agradável, que cumpre seu propósito de entreter e manter o nosso interesse. Não é uma obra que revoluciona o gênero, mas também não decepciona. Para quem gostou do primeiro livro, essa continuação é uma escolha segura e divertida, mesmo que não traga grandes novidades.

Nota: ★★★⭑⭑

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